Blog do Guapa – 05/03/2010 Prefeitura do Rio de Janeiro Crônica de Um Elefantinho Anunciado O que tem a ver Prefeitura do Rio num blog de rock? Tudo! Mas elefantinho? Que papo é esse? Calma, não é alucinação, siga a seta da prefeitura, ela será o fio condutor deste dedo de prosa. E elefantinho? Bem, vai aí no passo dele que você já vai entender. Vamos lá! Tenho observado o trabalho deste novo prefeito que a princípio me gerou todas as expectativas negativas possíveis. Ele me parecia um secretário deslumbrado e puxa saco na época que era do mesmo partido e trabalhava com o governador Sérgio Cabral. Mas percebo boas intenções e várias ações – mesmo que algumas possam ser controversas, discutíveis – no intuito de se cuidar ao menos das áreas de uso comum. E digo “áreas de uso comum” me referindo às vias públicas, seus canteiros, seu asfalto, as calçadas. Choques de ordens e Leis Secas, me fazem lembrar de um personagem de um programa de humor da TV que tinha um bordão “tolerância zero”. E a prova está aí: só assim funciona! Se houver uma brecha, o carioca – isso é cultural, mas pode e deve ser trabalhado e mudado nem que leve mil anos! – tem essa índole, a cultura do jeitinho. Seria – Poxa seu guarda, tomei só um copinho a mais que o permitido. Ou então – poxa seu guarda, parei o carro aqui em local proibido eu sei, aí a moça com carrinho de bebê teve que passar pela rua e quase foi atropelada, mas parei só pra ir no caixa eletrônico, rapidinho. – Libera aí seu guarda?! Não é o guarda que tem que nos liberar, somos nós que devemos nos libertar dessa preguiça, indolência, síndrome do mais esperto. Os mais novos não devem conhecer, mas há algumas décadas atrás, se não me engano, década de 70 ainda; éramos tri campeões de futebol mundial, vivíamos essa ressaca e o Gérson – que integrou ao Seleção Canarinho, excrete de ouro, recebeu merecidamente a alcunha de Canhotinha de Ouro pelos belos e precisos lançamentos que executava – protagonizou uma campanha publicitária na TV, em rede nacional, onde apregoava que o legal, o bacana, era levar vantagem em tudo, – Certo? Perguntava ele ao final do comercial. A tal marca de cigarro era melhor e mais barata! Logo estava batizada essa atitude – de querer se tirar vantagem dos outros – como a Lei do Gérson. A Lei do Carioca. Acho que mudamos, nós cariocas estamos mudamos, sim. O processo pode ser lento, mas está em curso. Não pode dirigir se beber, não pode estacionar em local proibido, não pode banda lha galera! Gentileza gera gentileza, educação gera educação, paciência gera paciência e a harmonia em uma sociedade leva à paz! Ok Prefeito, você ganhou! Ganhou a Prefeitura e – acredito – um novo voto. O voto de confiança da população. Não nos desaponte, mostre que ganhar e receber um cargo público e trabalhar com afinco e interesse pode gerar muitas riquezas para todos e sua promoção, sua recompensa a galgar degraus mais altos na vida pública. Então, aproveitando, peço que olhe pela Cidade – abandonada – da Música. Abandonada por seu antecessor, seu ex-mentor político. Um descalabro. Uma obra superfaturada, inacabada que sugou recursos que poderiam ser canalizados para alguns hospitais, recapeamento de asfalto, reforma de escolas pública, mais de 500 milhões! E chamaram o sujeito para se explicar, ele deu umas explicações esfarrapadas, a família Roberto Marinho – perfeitamente compreensível – agradeceu a homenagem em batizar esse equipamento público de Cidade da Musica Roberto Marinho e declinou e ficou por isso mesmo. Batata quentíssima na mão desse novo prefeito que pelo que tenho acompanhado, tenta através da iniciativa privada, obter parceiros para colocar o grande elefante branco para “andar”, cantar! Pena que não podemos fazer esse elefante branco passar com as quatro patas por cima da (in) civilização Maia. Por Deus, o que sinto quando vejo o criador dessa obra faraônica – que todos nós, profissionais da música, do entretenimento, saudamos ressabiados, mas louvamos quando soubemos da idéia – aparece na TV com a cara mais deslavada do mundo criticando outros políticos e tecendo suas elucubrações a cerca da conjuntura política brasileira atual e... Solto! Sem nem uma camisa de força! Que país é esse Cazuza? Estás me ouvindo? Ah, elefante, por que não andas? Moro no bairro do Flamengo e minha mãe em Pedra de Guaratiba. Faço este trajeto Zona Sul – Zona Oeste ao menos duas vezes por semana, são mais de 60 quilômetros – cada trecho. O que compensa é a trilha sonora e o trajeto que escolho, passando pela orla, praias lindas de gente idem, e parques, túneis, avenidas, elevados, praças, serras... Uma viagem! Sem dúvida. Mas aí percebo o cuidado com que a Prefeitura vem tratando a cidade. Ok, nós ganhamos a Copa, as Olimpíadas – ôps, nós ganhamos o direito de sediá-las – e o prefeito tem mais é que fazer isso. Sim, mas não me importa o motivo nem virei cabo eleitoral desse prefeito, me deleito com a grama que está sendo aparada, com a troca de asfalto, com a limpeza, com aquele monte de homens – e mulheres! – de uniforme abóbora trabalhando pelo bem comum. Não sei na Zona Norte, confesso, morei até meus 27 anos em bairros como Méier, Cachambí, Vila Isabel, Grajaú e Tijuca, mas confesso, evito voltar; não por medo de assalto, mas da violência. A violência que esses bairros sofreram, fruto de prefeitos incompetentes – pra dizer o mínimo – e de sua própria população que enfeiou estes bairros. Perderam a nobreza, a identidade visual, viraram sucursais do Saara, da rua Vinte e Cinco de Março de São Paulo. Camelôs, barraquinhas, puxadinhos, placas de silk scream nas fachadas, um horror! Pobre subúrbio do Rio, eras tão rico, tão romântico, tão esperto! Mas e o Rock’n’Roll? Onde está nessa ladainha? - Não está! Sumiu! Sumiram as casas de shows, os grandes eventos de rock passam por São Paulo e Porto Alegre, mas não passa por aqui! Passam Byoncé e ColdPlay, beleza, mas não passam AC/DC e Metállica! Tive que morrer numa grana pra vê-los em Sampa. O que é que está havendo? Pergunte aos promotores de eventos e eles, escaldados por dinheiros perdidos em shows anteriores, responderão que simplesmente o carioca não compra ingresso para os grandes concertos de rock. Aí, para evitar prejuízos, riscam o Rio do mapa. É falta de dinheiro? Medo da violência? Cultura do convite e lista amiga, lista VIP? Quem paga ingresso no Rio é otário? Estão infringindo a Lei do Gérson? Mas se os shows pops enchem, por que os de rock não? A meia-entrada não deve ser o problema – para os promotores – porque essa maldita Lei é Federal, portanto, válida para todo o território nacional. Acho o carioca refém dos modismos. – Está na moda? Ah, então vou! – Nossa! Imagine só: todos irem, meus amigos e amigas e eu ficar de fora desse babado? Nunca, meu bem! Ah, por favor, até tu roqueiro amigo? Qual é my friend? Reage galera! Vamos trazer a cidade de volta pro mapa! O mapa das grandes turnês de rock! Onde eu posso assistir a um bom show de rock nessa cidade? A cidade está uma beleza! Quero sair pra me divertir assistindo rock’n’roll! Onde? Sério, onde? Respostas pra caixa postal do amante (de rock) profissional! Salve Lly! Vai nascer! 28/02/2010 Olá pessoal, depois de todas as ações, desde a escrita do livro, produção do Festival na Melt, passando pela intervenção dos colaboradores até a assinatura de contrato com uma editora, está próxima a hora do livrinho ganhar as ruas, as livrarias, internet... Bienais do Rio e São Paulo! Estamos programando o lançamento para que aconteça até o final de março. Vamos realizar muitas, manhãs, tarde e noites de autógrafos, palestras, talk show, workshop... E fazer uso deste site como nosso canal de comunicação. O Sérgio Allan, responsável pela criação e manutenção do site está esfregando as mãos, esperando por seus comentários, críticas, dicas, fatos, fotos... Pretendemos estar presentes também nos principais eventos e festivais do país divulgando o livro, gritando EU QUERO ROCK'N'ROLL!!! O rebento vai nascer e conto com todos para o sucesso desta empreitada, ok? Faça-nos sempre novas visitas e mantenha-se informado sobre os inícios de nossas ações. Abraços, beijos e muito obrigado Guapa